O Poder da Reciprocidade: Mulheres Apoiando Mulheres

Justine McDermott, Gerente da Área de parcerias da Cisco, na Inglaterra, fala sobre um novo programa de liderança que ela desenvolveu e sobre o sucesso obtido por sua organização ao apoiar mulheres em busca de cargos de liderança.

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Justine McDermott sabia que era hora de espalhar sua ideia.


Como Gerente da Área de parcerias da Cisco – uma empresa multinacional líder em soluções de TI, networking e segurança digital – McDermott trabalha há muitos anos apoiando mulheres na busca por cargos de liderança em suas carreiras. Ela fez vários cursos (incluindo alguns oferecidos pela LHH) destinados a ajudar mulheres a se tornarem líderes, e até criou um programa interno para isso – o Standing Together to Achieve Results (STAR) [em tradução livre, Juntas para alcançar resultados] – que recebeu avaliações bastante positivas.


Entretanto, McDermott, que trabalha na matriz da companhia em Manchester, Inglaterra, notou que muitas organizações parceiras da Cisco – empresas que compram e fornecem uma ampla gama de produtos e soluções de alta tecnologia para a Cisco – geralmente não dispunham de recursos para terem seus próprios programas de promoção de mulheres a cargos de liderança. Assim, trabalhando com a LHH, ela criou um novo programa – BridgeTheGap – e convidou mulheres dessas organizações para ingressarem nele.


Elaborar um programa interno de desenvolvimento e transformá-lo para ser usado em outras empresas foi uma experiência ousada, mas recompensadora.


“Eu tive que criar um programa que realmente ajudasse muitas mulheres na Cisco”, disse McDermott. “Como trabalhei em uma equipe de suporte a nossos parceiros, muitos deles com relacionamentos de longa data com nossa empresa, pensei, então, que seria uma boa ideia oferecer nosso programa como uma outra forma de suporte a essas organizações parceiras.”


O caminho para a conquista da liderança da própria McDermott confirmou que as organizações precisam encontrar maneiras de apoiar e criar oportunidades para as mulheres crescerem dentro das empresas.


“Na Cisco, eu sempre tive muito apoio para o meu desenvolvimento como mulher” disse McDermott. “Depois de nove anos, eu me tornei gestora, o que é um crescimento bem rápido. Vários dos nossos funcionários gostam muito de trabalhar na Cisco e não querem sair da companhia. O que faz com que a subida na hierarquia da empresa aconteça vagarosamente.”


Promover mulheres a papéis de liderança – tanto nos níveis administrativo quanto de diretoria – é uma das principais políticas públicas na Inglaterra, graças, em grande parte, à campanha 30% Club. Iniciada em 2010 por Dame Helena Morrissey, uma bem-sucedida especialista em finanças e filantropa, a campanha começou com o objetivo de ter, no mínimo, 30% de representação feminina nos quadros de todas as empresas listadas na Financial Times Stock Exchange (FTSE), na Bolsa de Valores de Londres.


Quando essa meta foi alcançada, em 2018, a campanha mudou de foco e defendeu um mínimo de 30% de mulheres em papéis de liderança sênior nas companhias da FTSE durante aquele ano. Esse objetivo também foi atingido antes do previsto; atualmente, a campanha estima que 31,7% das companhias na FTSE têm mulheres em cargos de liderança sênior.


McDermott disse que o programa BridgeTheGap tentou direcionar-se para um objetivo mais amplo de continuar a aumentar o número de mulheres em cargos decisórios criando um curso que abordasse algumas das principais habilidades de liderança necessárias atualmente. E completou que isso inclui aspectos como aumento de responsabilidade, capacidade de liderar mudanças e influenciar outras pessoas, táticas para aumentar o comprometimento dos funcionários e vontade de mudar o status quo.


Quando McDermott começou a procurar as mulheres nas empresas parceiras – para avaliar o interesse delas – descobriu que havia tanto uma necessidade quanto uma demanda. “Havia muitas pessoas interessadas”, disse McDermott. “Algumas tinham sido promovidas a gerentes recentemente e outras já estavam em cargos de liderança e em busca de uma promoção. Outras queriam apenas ganhar mais confiança para mudar sua função atual.”


Quando o programa finalmente foi lançado, com 12 mulheres de empresas parceiras, os resultados foram muito positivos. As mulheres do programa-piloto ajudaram a identificar tópicos a serem discutidos em um ambiente em que “o que é dito na sala, fica na sala”, comentou McDermott. “Ali, as pessoas podiam falar abertamente sobre suas empresas sem se preocuparem com as repercussões do que diziam.”


Essa combinação de abertura e segurança era exatamente o que muitas participantes buscavam. “O programa me ajudou a reconhecer minhas forças sem gastar muito tempo com minhas fraquezas”, disse Beckie Modeley, chefe do serviço de entrega da Comms-care, uma empresa britânica que fornece serviços de suporte em TI. “Ele realmente aumenta sua autoconfiança e muda seu modo de pensar. Isso me estimulou a seguir em frente e me fez pensar em minha carreira com mais seriedade.”


“A oportunidade de trabalhar no desenvolvimento pessoal para conquistar um cargo de liderança foi ótima, e encontrar mulheres de outras organizações foi igualmente bom”, disse Modeley. “Ficou nítido que as mulheres aspirantes a líderes enfrentam, em todos os lugares, as mesmas barreiras e desafios.”


“Desde que participei do programa de Justine, criei um programa de mentoria para mulheres na empresa em que trabalho. E estou muito interessada em incluir algumas mulheres da minha equipe no programa da Justine. O tipo de pessoas que encontramos naquela sala realmente nos encoraja a dar o próximo salto na promoção de mulheres em cargos de liderança”, contou Modeley.


Particularmente, Modeley disse que o programa a ajudou a conquistar novas habilidades de liderança e a passá-las a outras mulheres de sua empresa. Essas habilidades incluem a adoção de um estilo de liderança mais assertivo e autêntico, a construção de uma marca pessoal dentro da companhia e “a criação de uma conexão emocional por meio do reconhecimento e da confiança para que a minha equipe sinta que está contribuindo significativamente”.


McDermott afirmou que continuará ampliando e refinando o programa na Cisco e que busca por oportunidades para alcançar mais mulheres em uma maior diversidade de empresas. Ela disse que as conexões que fez ao promover esse programa, definitivamente, ajudaram-na não somente a estabelecer relações mais profundas com empresas clientes, mas também a aprofundar-se nos desafios enfrentados por todas as mulheres.


“Há muitas mulheres que ainda se sentem como se fossem – odeio dizer isso – a segunda opção. Muitas vezes é um sentimento que elas têm naturalmente. É difícil dizer por que, mas é simplesmente assim que elas se sentem. Qualquer programa que possa ajudar individualmente essas mulheres a, de fato, pensar em suas carreiras e convencê-las de que elas são boas o suficiente é um tempo muito bem empregado.”


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