Quatro Principais Tendências na Transformação da Força de Trabalho: Refletindo sobre 2019 e Olhando para 2020

O ano de 2020 trará profundas mudanças na maneira como trabalhamos. Companhias que veem as mudanças com bons olhos deverão adotar novas maneiras de gerenciar seus talentos para realmente aproveitar as oportunidades.

Ranjit de Sousa
Olhe para seus talentos de uma forma totalmente nova

Transforme sua força de trabalho em uma verdadeira força

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Há muito o que se esperar na gestão de talentos a partir do ano de 2020. Inovações transformando o mundo do trabalho, aumento da utilização de dados analíticos em contratações e recrutamento, desenvolvimento de novas habilidades de liderança para respaldar as transformações e um foco maior na qualificação de funcionários para criar ecossistemas de talentos que ajudem a preencher as lacunas na execução de estratégias.

 

Para melhor identificar as tendências emergentes de 2020, é importante primeiro refletir sobre o que aconteceu em 2019 para ver como esses insights mostram as oportunidades que temos pela frente.

 

Quando revemos todos os trabalhos que realizamos e as pessoas com quem trabalhamos, existem linhas narrativas que percorrem todas essas experiências criando um tipo de roteiro para o próximo ano.

 

Na LHH, analisamos criticamente a transformação da força de trabalho como uma estratégia para não somente melhorar o desempenho atual como também preparar as empresas para a inevitável mudança que está por vir.

 

Por meio das ideias coletadas a partir de conversas com alguns de nossos principais clientes, fizemos um profundo mergulho na transformação da força de trabalho que revelou o que é bom, o que é ruim e o que, ocasionalmente, é tóxico na cultura das empresas e em sua capacidade de transformação.

 

Histórias das empresas pioneiras em transformações

 

No ano passado, dedicamos parte de nosso tempo desenhando o perfil de profissionais seniores de RH que lideram a tarefa de transformar capital humano para atender a novas necessidades de negócio. É difícil explicitar o valor do estudo da cultura de empresas que caminham na direção da transformação.

 

Assim, analisamos organizações como a Intelsat, uma das maiores fornecedoras de soluções em comunicação por satélite, e a Fellowes Brands, inventora da onipresente caixa arquivo, que nos mostrou como companhias muito bem-sucedidas de todos os tamanhos podem se transformar para se manterem competitivas. E, principalmente, a Recology, uma das companhias líderes de gestão de resíduos sólidos, em São Francisco, Estados Unidos, que nos mostrou como funcionários sendo também acionistas engajados podem sedimentar um caminho para a transformação. Além do Clinique la Prairie, um dos spas mais exclusivos do mundo, localizado na Suíça, que nos mostrou como uma empresa já bastante respeitada no mercado pode mudar para conquistar novas fronteiras geográficas.

 

Também investigamos as estratégias que companhias bem-sucedidas aplicaram para construir a força de trabalho do futuro e destacamos quatro principais tendências, que serão vistas em 2020, na transformação da força de trabalho.

 

1. A capacitação fomentará ou interromperá seus futuros planos de negócios

 

Em dezembro, eu escrevi sobre como a ideia de capacitação da força de trabalho mudou radicalmente no último ano. Hoje, organizações bem-sucedidas concentram seus investimentos em capacitação de pessoas que precisarão de emprego, conectando-as com empregos que precisam de pessoas capacitadas.

 

Embora essa pareça ser uma ideia muito simples, há vários empregadores que pensam que existem muitas pessoas com habilidades desatualizadas e poucas pessoas com novas habilidades para preencher as futuras vagas de emprego.

 

Sabemos que, atualmente, os funcionários esperam receber mais capacitação e oportunidades de desenvolvimento dentro das empresas em que trabalham. Sabemos também que esses funcionários procuram por novos e mais engajados modos de aprendizado. Para acelerar substancialmente seu desenvolvimento, as empresas estão começando a proporcionar mais coaches pessoais a seus funcionários. Combinando uma tecnologia de ponta e coaches de desenvolvimento profissional por meio de uma plataforma virtual, a LHH tem elaborado cursos mais relevantes e personalizados, permitindo que as companhias atendam melhor às necessidades de desenvolvimento de seus funcionários e preencham seus pipelines de talentos.

 

2. O surgimento de uma força de trabalho renovável

 

No passado, quando o capital humano era visto como facilmente substituível, os empregadores podiam demitir milhares de funcionários e contratar outros milhares que tinham as habilidades necessárias para as mudanças futuras. Hoje, a escassez global de funcionários qualificados deixou bastante claro que esse pensamento está fadado ao fracasso.

 

Ao nos voltarmos para algumas das melhores e mais brilhantes mentes nessa área, podemos defender fortemente que o capital humano é um recurso renovável não substituível. Podemos também afirmar que o capital humano deve ser visto como um ativo, para que o dinheiro gasto em capacitação seja entendido mais como um investimento e menos como uma despesa.

 

Matt Such, nosso líder global em práticas de avaliação e análise, apontou como poucas empresas fazem avaliações de qualidade de sua força de trabalho antes de planejar futuras mudanças. E, em parceria com o Grupo Adecco, nossa empresa-mãe, também analisamos atentamente as práticas contábeis e como são poucas as empresas que reservam parte de seu rendimento especificamente para requalificação e aprimoramento. O baixo número de empresas com essa atitude mantém os empregadores em um ciclo vicioso e caro de demissão e contratação para encontrar pessoas com as habilidades certas.

 

3. O desenvolvimento de uma nova geração de líderes

 

Uma força de trabalho capacitada e atualizadas nunca alcançará todo o seu potencial sem bons líderes. Como resultado, analisamos longamente a importância de uma liderança eficiente e confiável na execução de estratégias de negócios.

 

As mudanças na gestão de talentos que presenciamos no último ano vão fazer com que as empresas desenvolvam uma nova geração de líderes daqui para frente. Nossas pesquisas mostram que será uma tarefa muito desafiadora.

 

Vince Molinaro, autor do livro Liderança é um contrato, resumiu vários anos de pesquisa global para formar um fascinante e um tanto quanto preocupante retrato dos líderes atuais. Os líderes do futuro deverão se responsabilizar mais pela geração de resultados nos negócios e, como mostra o estudo de Molinaro, as organizações simplesmente não estão fazendo o suficiente para desenvolver seus líderes.

 

Também analisamos a questão da liderança medíocre e como ela pode acabar com a vida de sua organização se não for investigada. O colega de Molinaro, Alex Vincent, fez uma contundente avaliação de líderes que criam ambientes de trabalho psicologicamente inseguros. Essas duas questões devem ser abordadas em 2020 para que as organizações atendam ou superem suas expectativas.

 

4. A ascensão da importância da cultura organizacional

 

Neste ano, veremos uma nova ênfase nas questões de capacitação, renovação da força de trabalho e  liderança. Mas também precisamos nos concentrar na cultura organizacional.

 

Em uma entrevista com Ricardo Vargas, diretor executivo da Brightline Initiative, conseguimos nos aprofundar na essência da estratégia de execução, o processo pelo qual as empresas pegam suas melhores ideias e as colocam em prática. Descobrimos, em particular, por que tantas boas ideias nunca se realizam.

 

“As pessoas transformam ideias em realidade”, disse Vargas. “Elas incorporam a estratégia. Precisamos entender melhor nosso pessoal e como como eles se relacionam se quisermos fechar essa lacuna.”

 

Michael Haid, vice-presidente sênior da LHH e diretor-gerente de desenvolvimento de talentos para os Estados Unidos, examinou extensivamente os perigos de se negligenciar a cultura organizacional ao planejar qualquer iniciativa de transformação. Haid notou principalmente que foi essencial que as empresas tenham avaliado o que é bom, o que é ruim e o que é desagradável em sua cultura antes de mapear uma transformação.

 

Sem dúvida, 2020 trará profundas mudanças na maneira como trabalhamos. Companhias que veem as mudanças com bons olhos deverão adotar novas maneiras de gerenciar seus talentos e maximizar as oportunidades.

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