Quociente Emocional: O Santo Graal do Desenvolvimento de Liderança

Em uma nova pesquisa com 500 gerentes de pessoas, uma sólida maioria dos participantes (57%) disse que é provável encontrar QE nos membros de melhor desempenho de uma equipe.

Burak Koyuncu
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É o santo graal do desenvolvimento de liderança.


Líderes que sejam não apenas tecnicamente proficientes, mas também maduros, empáticos e confiáveis. Líderes que sejam decisivos, mas que também ouçam suas equipes antes de chegarem a uma conclusão. Líderes que estejam sintonizados com o estado emocional de suas equipes e demonstrem confiança para inspirar os outros em vez de alimentar seu autoengrandecimento.

 

Junte tudo isso e você terá um líder que encarna o que os gerentes de pessoas descreveriam como um alto grau de inteligência emocional. No entanto, embora a maioria das organizações valorize essas qualidades, novas pesquisas sugerem que falhamos regularmente na identificação ou no cultivo da inteligência emocional, mais comumente conhecida como quociente emocional (QE).

 

Em uma recente pesquisa da Lee Hecht Harrison Penna com 500 gerentes de pessoas, uma sólida maioria dos participantes (57%) disse que é provável encontrar QE nos membros de melhor desempenho de uma equipe. Não surpreende que 75% dos entrevistados usem o QE para determinar promoções e aumentos salariais.

 

No entanto, a mesma pesquisa revelou que mais de dois terços das organizações (68%) não têm ferramentas formais para identificar, desenvolver ou tirar proveito do QE. Além disso, apenas 42% oferecem treinamento específico para ajudar os funcionários a cultivar a inteligência emocional.

 

Uma compreensão mais profunda da inteligência emocional

 

Para entender o impacto que o QE pode ter no desempenho de uma organização, precisamos nos aprofundar nas qualidades mais frequentemente associadas a líderes emocionalmente inteligentes e nas consequências que um baixo QE pode ter sobre uma organização.

 

Pedimos aos entrevistados que identificassem as qualidades que eles associam a líderes emocionalmente inteligentes. Por exemplo, mais da metade dos nossos entrevistados identificou a empatia como uma qualidade demonstrada por um líder com alto QE. As respostas à nossa pesquisa mostram muito claramente que o que tradicionalmente é descrito como “habilidades sociais de liderança” são, na verdade, os principais ingredientes do QE.

 


Empatia 56% 
Autoconsciência  43% 
Confiança  30% 
Confiabilidade  29% 
Tomada de decisões  26% 
 Resiliência 25% 
 Influência 23% 

 

Essas qualidades não apenas estão crescendo exponencialmente em importância para os líderes existentes, mas também estão sendo usadas cada vez mais para orientar decisões de recrutamento e promoção.

Inclusive, alguns participantes da pesquisa identificaram as habilidades de QE como mais importantes do que a experiência em um cargo semelhante (13%) e o grau de instrução (11%), que geralmente são considerados precursores do sucesso em liderança.

Os participantes também ligaram níveis mais altos de inteligência emocional ao sucesso em uma série de tarefas e responsabilidades críticas, particularmente na área de tomada de decisões.

Pessoas com QE mais alto tendem a ter melhor capacidade de avaliar o impacto de suas decisões sobre clientes e funcionários. Um QE mais alto permite que eles cheguem a decisões mais equilibradas, que levem em consideração todas as perspectivas. Isso ajuda a criar apoio para as decisões. Pessoas com baixo QE podem se concentrar em aspectos puramente numéricos ou não humanos de um desafio e quase certamente ignorarão perspectivas concorrentes ou alternativas.

Os participantes da pesquisa também acreditam que o QE é um ingrediente essencial para o sucesso ao liderar equipes em tempos de mudança (44%), lidar com questões pessoais dos funcionários (37%), dar feedback ou fazer avaliações de funcionários (31%) e identificar talentos (25%). Alguém com um QE alto tem muito mais probabilidade de identificar outras pessoas com o mesmo modo de pensar e capacidade; gerentes de contratação com baixo QE tendem a não reconhecer ou desvalorizar habilidades relacionadas à inteligência emocional.

Essa mudança de pensamento - e o crescente reconhecimento da importância do alto QE da liderança - pode ter muito a ver com a crescente conscientização sobre o que acontece quando os líderes não têm inteligência emocional.

Quando há falta de empatia, de autoconsciência ou de confiabilidade, os funcionários podem facilmente se desengajar do empregador e, mais importante, de seus clientes.

Nossa pesquisa mostrou claramente que, mesmo quando uma organização reconhece o valor do QE, ela ainda pode não ter ideia de como desenvolver e aproveitar seu poder. Existem, no entanto, várias etapas críticas que uma organização pode executar para melhorar seu QE geral.

Avalie e meça o QE existente. Existem várias ferramentas de avaliação que podem ajudar as organizações a medir com êxito o panorama do QE de sua força de trabalho.

Se uma avaliação revelar que a maioria dos líderes de um departamento tem uma pontuação baixa em empatia, a empresa pode intervir para educar esses indivíduos sobre a importância de considerar outras perspectivas ao executar suas tarefas. Uma organização não pode intervir, no entanto, se não souber quais departamentos têm um déficit de QE ou quais qualidades específicas estão faltando.

Integre o QE às práticas de gerenciamento. Programas de aprendizado podem ajudar a conscientizar sobre a importância do QE. No entanto, as empresas também podem integrar o QE à sua cultura de liderança tomando medidas para criar uma cultura de coaching, na qual a reflexão, a escuta e a colaboração sejam enfatizadas em vez do julgamento rápido e da imposição de soluções.

Incentive os líderes a aprender com outros líderes. Criar oportunidades para os líderes se reunirem e discutirem suas experiências pode ajudar a desenvolver a memória muscular de QE. Quando os líderes vêem o valor de se conectarem entre si em um nível mais pessoal ou individual, começam a ver o valor de usar uma abordagem semelhante com suas próprias equipes.

Crie tempo para a reflexão. Às vezes, as exigências de prazo e fluxo de trabalho dificultam que as equipes e os líderes façam uma pausa e reflitam sobre o que estão fazendo e como estão fazendo. É importante criar essas pausas para que os membros da equipe possam discutir sucessos, dificuldades ou fracassos. Criar essas oportunidades para refletir não apenas cria QE, mas também garante que as pessoas não acumulem sentimentos de frustração ou ressentimento.

Construa um pipeline. É mais difícil cultivar o QE com os líderes existentes do que recrutar novos líderes que possuem alta inteligência emocional. Considere incorporar identificadores de QE em ferramentas de recrutamento, como descrições de cargo e folhas de pontuação de entrevistas. Existem também algumas psicometrias disponíveis no mercado para identificar os valores de QE dos indivíduos.

Em última análise, o QE tem a ver com os funcionários serem mais conscientes de suas emoções e das emoções das pessoas que lideram. Não é um modo de pensar fácil de desenvolver, mas a recompensa vale muito o esforço. Líderes com forte QE criam um ambiente de confiança, que promove um forte trabalho em equipe e níveis mais altos de desempenho.


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