A Ponte Entre Trabalhos: Planejando a Força de Trabalho para uma Era de Desafios Inéditos

A pandemia da covid-19 transformou, de muitas formas, algumas de nossas antigas suposições sobre planejamento de força de trabalho em meio a uma recessão econômica. A indústria de capital humano simplesmente não pode oferecer apenas soluções tradicionais diante de desafios não tradicionais.

Arne Hellmuth, diretor-geral de Transformation Solutions da LHH
Olhe para seus talentos de uma forma totalmente nova

Transforme sua força de trabalho em uma verdadeira força

Let's talk

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Trata-se de um dos mais estranhos e fascinantes desafios de planejamento da força de trabalho que já testemunhei: milhões de trabalhadores desempregados pela covid-19 e, ao mesmo tempo, milhões de empregos novos e emergentes sendo criados.

As companhias aéreas foram punidas, mas as lojas on-line estão correndo para dar conta de um crescimento sem precedentes no número de pedidos. Hotéis, restaurantes e bares foram fechados, porém a fabricação de uma grande variedade de produtos como equipamentos de proteção individual e álcool em gel disparou. Empregos no turismo evaporaram, mas o trabalho em setores como segurança e serviços de saúde estão crescendo em ritmo constante.

A pergunta que venho me fazendo é se a indústria do capital humano – empresas e especialistas aos quais os empregadores recorrem em tempos de mudança e crise – está fazendo o bastante para criar as soluções inovadoras necessárias para lidar com esse fenômeno inédito no mercado de trabalho. Uma coisa é certa: nossas soluções tradicionais podem não ser mais suficientes.

Opções como transição de carreira serão sempre uma questão fundamental nos altos e baixos dos trabalhadores. Mesmo agora, que os países se encaminham para uma reabertura segura e as empresas evoluem seus modelos de negócio em resposta à covid-19, a transição de carreira deve desempenhar um papel crucial em como uma organização pode tanto apoiar trabalhadores desempregados como proteger a marca do empregador. Contudo, as condições singulares do mercado de trabalho de hoje exigem que desenvolvamos formas mais significativas de ajudar trabalhadores e organizações durante a crise.

Na LHH, vimos uma intrigante oportunidade de explorar novas formas de construir um caminho seguro e ordenado entre empresas que precisam dispensar colaboradores temporariamente e organizações que precisam contratar com urgência. A única coisa que sabíamos no início do projeto era que as primeiras tentativas de combinar a oferta e a demanda de mão de obra haviam obtido resultados contrastantes.

Em março, a CVS Health Corp. – uma das maiores empresas de saúde e farmácias do mundo – anunciou que precisava contratar 50 mil novos colaboradores para atender a um crescimento nos negócios gerado, em parte, pela pandemia. Para buscar essas contratações, a CVS entrou em contato com empresas como Gap Inc., Delta Airlines e Hilton Worldwide Holdings, que foram forçadas a demitir ou conceder licença a centenas de milhares de colaboradores ao redor do mundo.

O gesto rendeu à CVS uma grande publicidade positiva, mas também trouxe consequências inesperadas. Em parte, devido à publicidade, a CVS recebeu mais de 900 mil currículos para suas 50 mil vagas. Em uma situação que exige uma resposta ágil e rápida, a CVS criou um desafio de proporções gigantescas para o RH.

Para que isso funcionasse, precisaríamos de uma forma de filtrar o movimento dos colaboradores que o tornasse mais deliberado e controlado. Era necessária uma “ponte entre trabalhos”.

Conceitualmente, esta ponte seria um mecanismo para encaminhar trabalhadores excedentes de uma empresa a um trabalho temporário em outra, garantindo ao empregador original a possibilidade de readmiti-los quando e se os negócios voltarem a correr normalmente. É uma ideia simples, mas sua implementação pode ser bem complicada.

Cada país possui diferentes demandas legais para reduzir a força de trabalho. Em alguns locais, é fácil demitir ou conceder licença aos funcionários; em outras jurisdições, sobretudo na Europa, demissões e licenças são complicadas por múltiplas camadas de protocolos jurídicos. Para tornar a ponte entre trabalhos uma realidade, precisaríamos encontrar uma forma de transferir trabalhadores que atendesse às exigências de todas as partes envolvidas: do indivíduo, das empresas, dos governos e dos sindicatos.

Parte da nossa solução foi encontrada na Modis, fornecedora global de força de trabalho e soluções de TI, engenharia e ciências da vida, que opera dentro do Grupo Adecco de empresas. Trabalhando juntos, criamos um mecanismo para permitir que organizações com oferta excedente de trabalhadores “emprestassem” sua mão de obra para a Modis, suspendendo, mas não cancelando, os contratos originais de emprego. Em seguida, a Modis terceirizaria esses funcionários a outras empresas que precisassem expandir sua força de trabalho.

É uma solução simples e elegante, na qual todas as partes se beneficiam, e rapidamente realizável da teoria para a realidade.

A LHH e a Modis acabam de completar um projeto-piloto com duas grandes empresas europeias que resultará na migração de seis mil colaboradores por meio da ponte entre empregos.

Mas como isso se concretizou tão rápido? Uma breve análise dos termos da ponte entre trabalhos mostra que há inúmeras vantagens para os indivíduos e para as empresas originárias.

Em primeiro lugar, os empregadores podem reduzir sua folha de pagamentos sem precisar arcar com custos adicionais de rescisão e indenização. Em um momento em que muitas empresas vêm obtendo quedas drásticas e acentuadas em seus rendimentos, é fundamental encontrar a saída com melhor custo-benefício para reduzir o efetivo e proteger tanto os trabalhadores como as organizações da vulnerabilidade.

A ponte entre trabalhos também oferece aos empregadores originários o direito de readmitir seus trabalhadores quando os negócios começarem a voltar à normalidade. A retenção de talentos importantes é uma enorme vantagem, que proporciona às empresas mais atingidas pela pandemia melhores chances de retomar suas operações normais, da maneira mais rápida e econômica possível.

Os colaboradores também podem se beneficiar com esta abordagem.

Afinal, os profissionais têm a oportunidade de adquirir novas experiências e habilidades ao trabalharem em outra organização. Além disso, segundo os termos do acordo com a empresa de destino, os colaboradores têm a garantia de receber salários e benefícios comparáveis.

pandemia da covid-19 transformou, de muitas formas, algumas de nossas antigas suposições sobre planejamento de força de trabalho em meio a uma recessão econômica. A indústria de capital humano simplesmente não pode oferecer apenas soluções tradicionais diante de desafios não tradicionais.

A ponte entre trabalhos é uma nova solução para um desafio novo e sem precedentes.

 

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