As Expectativas dos Colaboradores Estão Mudando: Qual Deve Ser o Foco das Organizações

Uma pesquisa global da Peakon – com opiniões de milhões de entrevistados – confirma que o futuro sucesso nos negócios depende de empregadores que sejam capazes de identificar e atender a uma série de expectativas de seus colaboradores, principalmente no que se refere ao desejo de trabalhar em uma organização que apoie seu bem-estar mental e físico.

Sharon Patterson, EVP & CHRO, LHH
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A diferença entre as expectativas de seus colaboradores e a realidade de suas experiências no trabalho está atrasando sua empresa?

Segundo Patrick Cournoyer, evangelista-chefe na Peakon, uma empresa de análise de pessoas e engajamento de colaboradores, a falta de alinhamento entre as expectativas de bem-estar de colaboradores e o que eles experienciam no trabalho podem impactar no sucesso dos negócios.

“Há uma lacuna imensa entre o que colaboradores estão sentindo e o que empresas acreditam estar proporcionando”, diz Cournoyer. “No futuro, as organizações que fecharem essa lacuna serão mais bem-sucedidas.”

A Peakon chegou à sua conclusão a respeito das expectativas de bem-estar de colaboradores em sua última pesquisa, o relatório Heartbeat, que apresenta percepções construídas com base em 90 milhões de respostas de colaboradores de todo o mundo. Cournoyer afirma que a Peakon desenvolveu o relatório a fim de ajudar empresas a compreender as expectativas de seus colaboradores, as quais estão em constante mudança.

Descobriu-se, por meio dos dados obtidos na pesquisa, que 59% dos milhões de entrevistados não estavam engajados em seus trabalhos no começo de 2020. No entanto, a pergunta que fica é: por quê?

Tradicionalmente, pensava-se que a falta de engajamento da força de trabalho era o bioproduto de uma liderança fraca ou tóxica, da falta de transparência ou de comprometimento no nível organizacional e da alta rotatividade de colaboradores. Ainda que esses fatores façam sentido, Cournoyer reitera que empregadores precisam explorar mais a fundo a relação com seus colaboradores para entender o motivo do baixo engajamento.

Para ele, o engajamento é fundamentalmente orientado pelo que os colaboradores esperam atingir em suas funções e – principalmente – nas empresas em que trabalham. Isso é muito importante em um momento em que muitas pessoas têm enfrentado perturbações em suas rotinas de trabalho, com problemas que passam pelas esferas social, de saúde, econômica e política.

Expectativas emergentes

De acordo com o relatório Expectativas dos Colaboradores, os colaboradores esperam que seus empregadores os ajudem a abordar questões ambientais, forçando empresas a mudar a forma como operam.

Expectativas aumentaram 128% para colaboradores da Geração Z (nascidos entre 1995-2015). Geração Y (nascidos entre 1981-1994), Geração X (nascidos entre 1965-1980) e Baby Boomers (nascidos no pós-guerra, entre 1945-1964) tiveram aumentos nas expectativas de 62%, 56% e 59%, respectivamente. “Colaboradores esperam que seus empregadores não só compartilhem de seus valores, mas que também demonstrem a intenção de agir”, diz Cournoyer.

Todas as gerações apresentam uma preocupação crescente com a diversidade e a inclusão no espaço de trabalho, com a Geração Silenciosa (nascidos entre 1928-1945) experimentando o maior aumento de expectativas (31%), mais que o dobro do aumento visto nas gerações Z (+15%), X (+14%) ou Baby Boomer (+13%), e maior do que o visto na Geração Y (+22%). Cournoyer aconselha: “Colaboradores esperam que seus empregadores façam esforços tangíveis para construir a cultura da diversidade e da inclusão, que vem de um lugar de honestidade em vez do simples cumprimento de atividades ou metas”.

A preocupação de colaboradores acerca de flexibilidade e trabalho remoto cresceu 18% mundialmente. Uma pesquisa recente da LinkedIn, realizada com 1.590 profissionais de negócios, confirma que a grande maioria dos trabalhadores quer flexibilidade. Quando questionados se preferiam voltar para o escritório, continuar trabalhando de casa ou entrar num modelo misto flexível, apenas 5% dos entrevistados quiseram voltar para o escritório no modelo tradicional de 40 horas semanais. Gritantes 73% escolheram a abordagem mista flexível. “Empresas terão de estar cientes das ferramentas que precisam utilizar para ajudar cada colaborador a florescer enquanto balanceiam as demandas de suas funções e de suas vidas pessoais – de maneira autônoma”, recomenda Cournoyer.

Bem-estar é a prioridade número um

As expectativas dos colaboradores são mais acentuadas no que diz respeito à questão do bem-estar. Em geral, as preocupações com o bem-estar cresceram 17% em todos os grupos sociais; entre os respondentes da geração Z, o aumento foi de 28%.

Cournoyer acredita que a imagem de uma empresa pode ser determinada, em grande parte, pelo quão genuinamente ela se interessa pela saúde mental e física de seus colaboradores. Com estimativas de custos da síndrome de burnout para a economia global de 323,4 bilhões de dólares a cada ano, isso é particularmente importante em um momento em que há ameaças muito claras e presentes com potencial de reduzir o bem-estar geral, ele acrescenta.

Líderes estão evoluindo

Em algumas organizações, será um desafio para os líderes desenvolver uma consciência sobre saúde mental e física. Muitos líderes hoje estão bastante focados nos aspectos técnicos do trabalho ou preocupados apenas em fazer com que os projetos aconteçam no tempo e orçamento previstos, independentemente do impacto que isso pode causar nas pessoas que estão liderando.

Cournoyer reconhece ser crucial para as organizações encontrar, em seu ranking de líderes, alguém que realmente entenda a importância do bem-estar dos colaboradores. Àqueles que não acreditam que essa é uma prioridade, treinamento e desenvolvimento podem ser necessários a fim de cultivar o apoio ao bem-estar dos colaboradores.

“Nós temos de agir como organizações e pivôs de mudança sobre as necessidades e expectativas dos colaboradores, em especial no que se refere ao bem-estar”, complementa Cournoyer. “Nós precisamos de ação imediata. Não basta apresentar um programa hoje e depois sentar e esperar por resultados. Bem-estar é sobre apoio contínuo.”

Os resultados do relatório também apontam para a necessidade de os líderes serem pacientes com os colaboradores que estão trabalhando em casa, além de enfatizar a importância do treinamento de líderes em habilidades interpessoais como empatia, compaixão e clareza sobre as expectativas de trabalho. Cournoyer orienta: “Certifique-se de que está levando em consideração o espectro total do bem-estar, incluindo fatores externos que podem impactar seus colaboradores e contribuir com o aumento do estresse”.

Redefinindo “produtividade”

Além do relatório sobre as expectativas dos colaboradores, a Peakon também lançou um novo relatório sobre como os colaboradores e as organizações estão respondendo à covid-19. A análise revela que a questão do bem-estar impacta imensamente outras áreas, incluindo o estresse criado pela mudança na forma de trabalhar, longe do ambiente normal do escritório.

Antes mesmo de a pandemia levar empregadores a esvaziar seus escritórios, havia um interesse significativo dos respondentes por esquemas mais flexíveis de trabalho, como trabalhar em casa, ele completa. Agora que os colaboradores puderam experimentar um pouco do que sempre quiseram, outras preocupações vieram à tona.

“Colaboradores estão preocupados com o modo como as organizações enxergam sua produtividade quando trabalham em casa”, afirma Cournoyer. “Eles perdem um pouco da confiança e receiam que não sejam vistos como produtivos se não puderem responder imediatamente a um e-mail. Esse é um problema de confiança e é uma fonte enorme de preocupação atualmente.”

Será essencial que líderes definam novas métricas para medir o ritmo de trabalho no ambiente virtual, tanto para colaboradores quanto para empregadores.

“Os líderes precisam focar mais nos resultados e menos nos sinais pequenos e enganosos que podem estar recebendo”, ele acrescenta. “É uma nova experiência para todos, e colaboradores estão inseguros em relação a como empregadores percebem a produtividade no ambiente remoto.”

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