COVID-19: Will Your Organization Pass the Leadership Test?

When it comes right down to it, crisis management is the ultimate test of leadership. Are you prepared for the challenges to come? Do you have the people in place to help you manage a crisis? Are you prepared to make decisions quickly and assertively?

Ranjit de Sousa
Think about talent in a whole new way

Turn your workforce into a true force

Let's talk

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Após a aterrissagem do meu avião em Cingapura, não demorou muito para eu vislumbrar as linhas de frente da batalha contra o COVID-19.

Foi na primeira semana de março, e eu estava chegando a um país com 112 casos confirmados de COVID-19, o que tornou a viagem um desafio e me mostrou o que é, de fato, liderança em tempos de crise.

Na chegada ao terminal, ao passar pelo controle de passaporte e pela imigração, a temperatura dos visitantes que entravam no país era medida por um
AI-driven scanner, aparelho desenvolvido por meio de uma parceria entre a agência nacional de saúde de Cingapura e uma empresa local chamada KroniKare.

A empresa em questão modificou uma tecnologia existente para criar um scanner capaz de medir com precisão temperaturas elevadas – um sinal-chave de uma possível infecção pelo COVID-19 – dos passageiros em desembarque sem obrigá-los a ficar em longas filas esperando pelo teste com termômetros convencionais. É também mais seguro para os profissionais da saúde, pois significa que eles não têm de entrar em contato físico com as pessoas para tirar a temperatura.

Por causa de sua proximidade com a China, o marco zero do coronavírus, a presença do COVID-19 em Cingapura não é surpresa. Quando se pensa na magnitude da ameaça, a resposta de Cingapura é verdadeiramente impressionante. Durante a minha visita ao país para conversar com clientes sobre seus próprios desafios em relação ao COVID-19, eu ficava pensando em quão rápida e eficientemente as medidas contra o vírus foram tomadas na pequena ilha. 

Esse Estado-ilha, com população de seis milhões de pessoas, é citado em diversas fontes como um dos países mais bem preparados no enfrentamento do COVID-19, demonstrado por meio de transparência diligente e respostas médicas rápidas.

Diariamente, o governo dispara um boletim via SMS a funcionários fornecendo uma atualização dos novos casos e medidas tomadas para prevenir a propagação da doença. É o tipo de comunicação clara e efetiva que deve ser copiada por muitas empresas.

O governo de Cingapura não é o único a demonstrar verdadeira liderança frente à atual crise. Muitos clientes da LHH com os quais eu me encontrei no país também introduziram medidas simples e decisivas para controlar a propagação do vírus. Alguns deles instituíram políticas que evitam que os funcionários deixem o andar do prédio comercial em que suas mesas estão localizadas. Outros passaram a adotar uma escala de trabalho na qual apenas metade dos funcionários fica no escritório, enquanto os demais trabalham de casa.

Planos de viagem também foram drasticamente restringidos. Muitas das empresas-clientes que visitei simplesmente cancelaram todas as viagens para proteger seus funcionários e também garantir que não ficassem impedidos de sair de outros países por conta de quarentena. Um funcionário da Adecco Group, nossa empresa-mãe, havia estado na China a negócios. Logo depois, ele foi para a Índia e, ainda durante o voo, ficou sabendo que todos os visitantes em chegada que haviam estado na China recentemente teriam de ficar em quarentena. Não disposto a arriscar, assim que o avião aterrissou, esse funcionário nem tentou deixar o aeroporto e pegou um voo de volta para casa. Uma decisão correta tomada em cima da hora.

O conjunto dessas experiências me fez ter uma nova perspectiva a respeito da importância da liderança efetiva.
Escrevi sobre essa questão recentemente em nossa revista quinzenal, Transformation Insights, ocasião em que estimulei meus colegas líderes empresariais a se planejarem para a próxima recessão o quanto antes, pois tal iniciativa evitará que fiquem se debatendo quando ela chegar. É importante observar que organizações que se planejaram para uma recessão estão mais bem preparadas para lidar com o impacto do COVID-19, o que não é nenhuma surpresa.

A maior parte dos observadores econômicos acredita que o coronavírus vai acelerar a chegada da próxima recessão. Em alguns países, ela já chegou; o crescimento econômico diminuiu drasticamente ou evaporou por completo. Algumas organizações já estão promovendo downsizing e outras, falindo e fechando as portas.

Em última análise, gerenciamento de crise é um grande teste de liderança. Você está preparado para os desafios que estão por vir? Você tem pessoal preparado para ajudá-lo a gerenciar uma crise? Você está preparado para tomar decisões rápida e assertivamente? Seja a propagação de um vírus causando o fechamento de fronteiras e afetando as cadeias de fornecimento, seja uma recessão econômica, o desafio e as soluções são, na verdade, os mesmos.

Obviamente, eu não sou médico, mas posso dizer que a prescrição para uma resposta efetiva ao COVID-19 é idêntica às medidas que empresas precisam tomar para se preparar para uma recessão: planejar-se com antecedência para o caso de qualquer eventualidade e se comunicar de forma clara e concisa com funcionários sobre o que os líderes estão fazendo e como esses funcionários serão afetados.

Leve essas melhores práticas de liderança com você e ligue para mim depois que o vírus passar. 

Sobre o autor
Ranjit de Sousa é presidente da Lee Hecht Harrison (LHH). Ele lidera a equipe global da empresa, incluindo vendas, estratégia, inovação de serviços, e serviços aos clientes. Ranjit é responsável por liderar o crescimento competitivo e os planos de diversificação da LHH.

 
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