Why the Next Recession Will Be Different

The last recession was all about getting as lean as possible, as quickly as possible. However, in the next recession, assessment, redeployment and career development strategies need to be in place before making any decision on headcount.

Ranjit de Sousa
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Você está pronto para a próxima recessão?

 

Da Europa à Ásia e às Américas — e em todos os continentes e regiões entre elas — a palavra que está na boca todos é "recessão". Pode-se ver a preocupação com a próxima grande crise global refletida na política e nas políticas fiscais em praticamente todas as jurisdições.

 

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve estava tão preocupado com o iminente fim do mais longo período ininterrupto de crescimento econômico que, como medida preventiva, cortou as taxas de juros. Enquanto isso, o governo do presidente Donald Trump, no intuito de estimular a economia, está explorando um possível corte nos impostos sobre salários.

 

Na Europa, o foco está na Alemanha, que está à beira de uma recessão após uma contração na economia no segundo trimestre de 2019. Uma recessão na Alemanha, que há muito é tida como o motor econômico que impulsiona a União Europeia, somada à incerteza do Brexit no Reino Unido, poderia significar uma catástrofe econômica.

 

A China também se encontra à deriva em águas econômicas incertas. O país recentemente permitiu a desvalorização da própria moeda a mínimos históricos em uma tentativa de estimular exportações. Traders e economistas temem, no entanto, que a política monetária da China possa iniciar uma guerra monetária global que, por si só, possa levar a uma recessão.

 

Agora, é preciso dizer que as recessões são muito difíceis de serem previstas. Nate Silver, um dos estatísticos mais bem-sucedidos do mundo, observou em seu livro de 2012, The Signal and the Noise [O sinal e o barulho], que ninguém jamais previu com precisão uma recessão antes de sua chegada. De fato, economistas frequentemente não enxergam as evidências de uma recessão mesmo após ela ter começado. Isso explica, em parte, por que tantas fontes estão fazendo previsões tão terríveis: ninguém tem certeza absoluta de que uma recessão está por vir, mas, desta vez, não querem ser pegos de surpresa.

 

Para empregadores de todos os tamanhos, a recente exurrada de conversas sobre recessão traz duas preocupações diferentes, mas relacionadas.

 

Primeiramente, empregadores têm de entender que precisam ter um plano antes da chegada de uma crise econômica. Se você esperar até o mundo estar à beira de uma recessão, já é tarde para proteger sua empresa e seus funcionários.

 

Em segundo lugar, ao preparar tal plano, é essencial perceber que a próxima recessão será fundamentalmente diferente da anterior, o que exigirá que empregadores adotem abordagens radicalmente diferentes para gerenciar suas forças de trabalho.

 

Você não pode apenas reduzir o número de funcionários e esperar reconstruir sua força de trabalho após o fim da recessão.

 

Quando a chamada Grande Recessão ocorreu, empregadores fizeram o que normalmente fazem — começaram a demitir funcionários para reduzir custos. Em 2009, só nos Estados Unidos, 2,6 milhões de pessoas perderam o emprego. Em 2010, esse número havia aumentado para 8,7 milhões.

 

Em recessões anteriores, empregadores reduziram o número de funcionários em tempos desfavoráveis e, depois, tornavam a contratar pessoas quando a economia mudava. Dessa vez, porém, as coisas foram diferentes.

 

As demissões prejudicaram muitas empresas quando a recuperação chegou. De repente, elas se viram sem mão de obra qualificada e incapazes de retornar aos níveis anteriores à recessão. E, ainda mais preocupante, é que muitas dessas empresas sofreram danos incalculáveis à sua reputação como empregadoras por agirem rapidamente para demitir funcionários, uma estratégia que dificultou a atração dos melhores talentos no mercado pós-recessão.

 

Empregadores precisarão se lembrar de todas essas tendências de longo prazo ao tomar decisões sobre sua força de trabalho, ao enfrentarem a próxima recessão.

 

Empregadores terão de ser mais estratégicos e pacientes com relação a demissões.

 

Na última recessão, as empresas que correram para demitir funcionários foram elogiadas por serem ágeis e responsivas. No entanto, o mercado de trabalho mudou muito desde então, e agir rápido demais para cortar funcionários pode mais prejudicar do que ajudar.

 

Na próxima recessão, os "vencedores" serão as empresas capazes de tomar decisões estratégicas e ponderadas em relação ao número de funcionários. Elas terão realizado avaliações detalhadas de seus colaboradores para saber quais habilidades eles possuem, quais funções estão desempenhando agora e como podem contribuir no futuro. Além disso, usarão realocação e aprendizado sempre que possível, para evitar a dispensa de talentos genuínos.

 

A última recessão ajudou a tornar a desconexão de funcionários uma condição crônica.

 

Muitos dos que, há uma década, não perderam o emprego descobriram que ter de fazer muito mais pelo mesmo salário, ou por um salário menor, foi uma experiência muito estressante e nada satisfatória. O resultado é que, apesar dos grandes investimentos feitos para melhorar todos os aspectos da experiência do funcionário, muitas pessoas são cronicamente desconectadas de seu trabalho. Na verdade, de acordo com fontes como a Gallup, quase dois terços dos trabalhadores dos EUA permanecem desconectados de seus empregos. Esses números não mudaram desde que a Gallup começou a avaliar os níveis de engajamento entre funcionários americanos, duas décadas atrás.

 

Com ou sem recessão, empregadores devem garantir que funcionários se sintam valorizados e oferecer oportunidades para que desenvolvam e alcancem seus objetivos profissionais, pessoais e organizacionais. Em um mercado de trabalho em que trabalhadores qualificados são escassos, isso será especialmente importante.

 

Requalificação e aprimoramento serão muito mais importantes durante a próxima recessão.

 

A escassez de mão de obra qualificada faz com que a requalificação e o aprimoramento de competências sejam imprescindíveis para encontrar as pessoas com as habilidades necessárias para transformar e competir. No entanto, todos os dados disponíveis sobre requalificação e aprimoramento de competências mostram que, embora os empregadores reconheçam sua importância, eles simplesmente não estão fazendo o suficiente nessa área.

 

É importante lembrar que, na próxima recessão, tentar proteger o maior número possível de empregos não será mais o suficiente. Os empregadores precisam criar uma força de trabalho ágil, adaptável e capaz de desenvolver novas habilidades para atuar em novas funções.

 

Uma das coisas mais importantes que podemos fazer por nossas empresas e nossos funcionários é aprender com as experiências passadas. A recessão de 2008 foi, para muitos de nós, um dos eventos mais desafiadores já vivenciados. A próxima recessão provavelmente será igualmente desafiadora.

 

Você está pronto para esse desafio? Você aprendeu com a última recessão e está pronto para aplicar novas estratégias de força de trabalho?

 

Se você não puder responder “sim” a essas perguntas, simplesmente não estará pronto quando a próxima crise vier.

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