Vivendo sua Melhor Vida: Quatro Lições Fundamentais que Vão Alavancar sua Carreira

Shanthi Flynn, ex-CHRO da Fortune 500, palestrante, expert em RH e consultora de lideranças, fala sobre sua incrível jornada profissional e os desafios únicos de progressão na carreira que ela enfrentou e como fez as melhores escolhas, manteve-se fiel a seus princípios e viveu sua melhor vida.

Caroline Pfeiffer Marinho, Vice-presidente executivo, EMEA, LHH
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Let's talk

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Depois de três anos afastada do mundo corporativo, Shanthi Flynn sabia que estava pronta para dar o próximo passo em sua carreira.

Antiga executiva de alto escalão de algumas das maiores e mais icônicas empresas do mundo – incluindo a Ford Motor Co., a The Boots Company e a A. S. Watson Group –, Flynn estava afastada há três anos para focar em sua família. Não era claro quando ou se ela voltaria para o mundo corporativo.

Certo dia, ela proferiu as palavras que iriam ser, em última instância, o ponto de virada na evolução de sua carreira profissional.

“Minha filha mais velha, que tinha três anos na época, costumava morder o rosto da irmã mais nova”, disse Flynn recentemente em uma live da LHH Conversations Series. “Deparei-me comigo mesma dizendo várias vezes ‘Pare de morder sua irmã no rosto’. Isso é algo que jamais me imaginei dizendo.”

O desejo de voltar ao mundo corporativo estava se tornando cada vez mais forte. No entanto, Flynn não tinha certeza se poderia voltar a ocupar um cargo sênior em uma grande corporação, o que ela ainda desejava fortemente. “O tempo que dei em minha carreira colocou à prova minha proposta de valor”, disse ela.

“Eu pensei: ‘Agora que tenho três filhos, fica difícil separar os mundos’. Eu estava confiante e acostumada a tomar decisões rápidas. Estar fora do jogo por três anos me deixou insegura sobre minha capacidade de voltar. Minha confiança foi atingida pela primeira vez em minha carreira.”

Inesperadamente, um headhunter entrou em contato com ela para um cargo de alto escalão no Walmart Ásia, e, em alguns meses, ela colocou sua carreira nos trilhos novamente. “Acredito que, se você faz boas escolhas, você é competente no que faz e pode contar sua história de forma convincente; por isso, não importa se você tirou um tempo para fazer coisas diferentes.”

Flynn trabalhou cinco anos para o Walmart antes de começar seu próprio negócio de consultoria estratégica para lideranças. No começo de 2016, ela aceitou o cargo de diretora de Recursos Humanos no Grupo Adecco, em Zurique. Há dois anos, ela voltou para sua prática de consultoria, com foco em oratória e consultoria para executivos e conselhos, potencializando sua profunda e vasta expertise em recursos humanos e liderança de negócios.

Ao longo de sua diversa carreira de três décadas como executiva de recursos humanos e líder de negócios, Flynn conta que aprendeu muitas lições importantes sobre como gerenciar uma carreira, como ter sucesso sendo mulher em um mundo ainda muito dominado por homens, como é o mundo dos negócios e, por último, mas não menos importante, como uma rede de contatos bem estruturada é a sua salvação nos pontos de inflexão mais importantes de sua carreira.

Como mulheres podem ser bem-sucedidas sem cair na tentação de “agir como um homem”

Flynn começou sua carreira em uma fábrica da Ford Motor Company em Dagenham, no subúrbio leste de Londres, uma referência na história do trabalho no Reino Unido. Foi lá, em 1968, que 187 trabalhadoras da Ford afastaram-se do trabalho por três semanas. A greve foi um catalisador para o ato de Equidade Salarial de 1970, que pretendia proibir tratamentos diferenciados entre mulheres e homens.

“A escolha de integrar a equipe da Ford Motor Company no Reino Unido provavelmente foi a minha decisão mais importante”, conta Flynn. “Trabalhei lá por quase dez anos; meus três primeiros anos foram em uma fábrica onde trabalhavam em torno de 30 mulheres e 10.000 homens. Então, digamos que era um ambiente bastante dominado por homens.”

Apesar de a atmosfera ser, em geral, difícil para as mulheres que trabalhavam lá, a Ford era “uma empresa realmente global que investia pesado em seu pessoal”. Flynn foi capaz de avançar rapidamente de cargo, o que não só construiu seu currículo, mas também “ajudou a construir a autoconfiança”.

As lições aprendidas enquanto era uma das poucas mulheres trabalhando em uma empresa dominada por homens ainda ressoam hoje em dia. “Enquanto mulher, você pode ser forte e assertiva”, diz ela. “Essas não são atribuições masculinas. Basta ser você mesma. Se você tenta copiar os homens à sua volta, você não está colocando nada de diferente na mesa.”

Se puder aprender algo em sua carreira, aprenda a ser oportunista

Flynn acredita que, mesmo com todo planejamento, ninguém consegue prever completamente o curso que sua carreira vai tomar. Principalmente hoje, quando tão poucas pessoas trabalham em uma mesma organização a vida inteira. A dica para as pessoas que querem avançar é focar profundamente no tipo de trabalho que mais querem fazer e estarem atentas às oportunidades para realizar seus sonhos.

Isso significa usar a interpretação mais ampla de “oportunidade”. Não se restrinja a alcançar um cargo em particular ou à ideia de que todo movimento que você fizer precisa ser para cima. Tente ver o potencial de cada oportunidade, independentemente do quanto pareça improvável no momento.

“Se você deseja ser diretor geral em uma empresa listada na Fortune 100, então sua trajetória de carreira precisa ser muito mais intencional”, afirma Flynn. “Você precisa estar consciente de cada passo que dá nessa jornada. Procure os momentos oportunos em que você possa fazer uma escolha diferente ou tomar um caminho diferente.”

Não importa aonde você vá ou o que você faça, continue construindo sua rede de contatos

Quando Flynn foi para Hong Kong pela primeira vez, em 2002 – acompanhando seu marido que recebeu uma oferta como professor –, ela admitiu haver, nessa época, uma grande falha em sua rede de contatos. No Reino Unido, Flynn diz ter construído uma rede de contatos extensa e de alto escalão que tanto procurava quanto oferecia apoio.

Em Hong Kong, no entanto, foi como começar de novo. “Eu não tinha nenhum contato em Hong Kong”, diz ela. “Então, procurei um headhunter e disse: ‘Não estou procurando por um emprego, mas gostaria de saber quem são os melhores contatos na minha área em Hong Kong’. No fim das contas, o headhunter me colocou em contato com uma rede de quase 200 pessoas.”

Depois de desenvolver uma nova rede de contatos, Flynn conta que começou a aplicar boas práticas de networking para tirar o máximo proveito das pessoas que estava conhecendo. No topo da lista, estava a prática de não contar somente com conexões feitas por meio das mídias sociais.

“LinkedIn é uma bênção e uma maldição”, afirma. “Às vezes, nas mídias sociais, você pode estar em contato com as pessoas e não estar, de fato, em contato com elas. Você precisa conhecer pessoalmente as pessoas e ter uma conversa palpável para conseguir desenvolver um contato real. Tome um café ou tente fazer uma ligação ou uma videoconferência para construir presença.”

Depois de construir presença, é importante também estar consciente do que você quer atingir com sua rede de contatos. “Antes de se aproximar das pessoas, é necessário ter uma ideia do que você quer delas em termos de aconselhamento ou mesmo de financiamento. ‘Eu gostaria de trabalhar na empresa onde você trabalha, como faço isso?’. Você precisa ter elaborado as perguntas para as quais quer respostas.”

O melhor conselho que já recebi

Flynn conta que a melhor parte de cultivar uma rede de contatos profissionais sólida é que você é exposto a conselhos verdadeiramente sábios. De todas as coisas que ela ouviu ao longo dos anos, Flynn diz que o conselho sobre ser “ousada e corajosa” se destaca.

“Às vezes as pessoas pensam demais sobre as coisas. Você deve pensar sobre as decisões na sua carreira com cuidado, mas sempre há um elemento surpresa, em que você não consegue saber de tudo, não consegue reunir todos os fatos.”

Agora que passou de uma função operacional para uma de assessoria e consultoria, Flynn diz que ainda tenta praticar uma abordagem ousada e corajosa em sua vida e carreira. Ela não pretende parar de adquirir novas habilidades ou de se desafiar. Seu foco, como sempre, é ajudar no caminho de crescimento das pessoas.

“Não acho que mudaria nada em minha carreira”, reitera ela. “Eu raramente fico olhando para trás. Aprenda com o passado e olhe sempre para a frente.”

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